domingo, 30 de agosto de 2009
Peru: um interlúdio
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Noticiário
REDE GLOBO / 6 de novembro de 2008
disse a polaca
na reportagem
um homem demente
pegou menina inocente
que voltava da escola
não tinha 10 anos
a menina
foi encontrada
usada
enforcada
embrulhada em panos
numa mala
descartada
em baixo das escadas
de uma rodoviária
o homem satisfez sua loucura
um psicopata
que a polícia agora procura
Raquel viveu vida curta
Raquel morreu morte bruta
E tinha vencido um concurso de redação
o homem está vivo
e solto

a família amputada
chora
no instante seguinte
o jornal muda de notícia
e o caso cai no esquecimento,
nesse mundo tão violento.
Pois é... Alguém lembra dessa história? Cadê quem fez isso, pegaram? A gente vai esquecendo as coisas. Eu mesma só me lembrei porque escrevi e também porque reli porque to relendo textos guardados para achar arquivos que falem das viagens. Raquel... Que a sua alminha esteja em paz.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Poema Financeiro
A crise financeira
Os governos
O congresso
A crise econômica
Grita socorro!
E leva um pacote
Plano que precisa ser aprovado
Só Deus
Os pregões
Jesus!
Nova York
A compra a venda o comprador
Ações paradas
O PIB desce
Bolsa em queda
Cai a moeda
Índices recuam
E fecham
Terror
Economia global
Frio econômico
Hong Kong
Injeção de dinheiro
Londres
Acordos
A corda no pescoço
Bancos laterais
Problemas de liquidez
Estados Unidos
Estão em baixa
Por isso que a paixão não é boa
Ela te deixa em queda pela pessoa
E melhor que as ações são as operações
Giro de milhões de abstrações
E daqui a pouco
Mais notícias
(ou más notícias?)
E os ricos correm mais riscos
Pego
Vendo
Faço rotação
Clientes perdem dentes
Sentem no coração
O endividamento do sistema
A mesma base
Padrão
Euforia que passa do razoável
Agentes externos
Tira a vasilha de ponche!
Os custos das especulações
Agressividade bancária
Doença da globalização
Dá remédio
E o mercado se acalma
Uma dinâmica
Not enough
Or to late
Setores
Doentes mentais
Desconfiança generalizada
Contra a favor ou não sabiam
É grave
Já pensou se uma nação inteira fica pobre?
Como é que fica o Brasil?
Cresce feito pé de feijão
E planta e colhe
Cana, soja e muito algodão
Que é exportado para o Japão
Mas ninguém escapa das crises
Sem crédito
Tudo pára
País baseado em commodities
Conseqüências
Cidadãos vivem dos grãos
Pela estrada muito caminhão
E na praça
Ainda há ciganas que lêem mãos
Preste atenção
Há muitos pastos
E muitos gastos
Salário e calcário
Barbas de molho
E de longe
Tudo não passa de um planeta
Que gira no giro das bolsas
E no giro do universo
O negro na casa branca
**
Na casa branca o incêndio
No incêndio o resgate
No resgate as ameaças
Nas ameaças os efeitos
Nos efeitos os créditos
Nos créditos os detalhes
Nos detalhes os defeitos
Nos defeitos as perdas
Nas perdas as operações
Nas operações as perspectivas
Nas perspectivas a discussão
Nas discussões o desempenho
No desempenho os afetos
Nos afetos as dificuldades
Nas dificuldades as incertezas
Nas incertezas a flexibilidade
Na flexibilidade a rapidez
Na rapidez a aceleração
Nas acelerações os projetos
Nos projetos as fundações
Nas fundações os barris
Nos barris os dólares
Nos dólares os investimentos
Nos investimentos as tendências
Nas tendências as desvalorizações
Nas desvalorizações os pontos
Nos pontos os contratos
Nos contratos os juros
Nos juros os leilões
Nos leilões o termômetro
No termômetro os graus
Nos graus a temperatura
Na temperatura a fraude
Na fraude as provas
Nas provas e demolição
Na demolição o recomeço
No recomeço a campanha
Na campanha os líderes
Nos líderes mais controle
Nos controles as reclamações
Nas reclamações as oposições
Nas oposições as mortes
Nas mortes os sinais de tortura
Na tortura a história
Na história a humanidade
Na humanidade a pessoa física
Na pessoa física a ilusão
Na ilusão os bens
Nos bens o lixo
No lixo a poluição
Na poluição a culpa
Na culpa o perdão
No perdão as letras
Nas letras uma canção
Na canção a vida
A vida do cidadão
**
Salvamento feito de papel podre
Eleições e opiniões
Luta pela sobrevivência
Acúmulo de capital
O capital é o chefe
Estável é a instabilidade
Vida americana em declínio
O poder que sai caro
Repete-se o mil novecentos e sete
Fiscalização é a pedra
Impactos das invenções
Mecanismos artificiais
Inadimplências esplêndidas
E o Obama hoje ganharia
(e ganhou!)
Tem democrata faturando
Rio Araguaia
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Tocantins
domingo, 23 de agosto de 2009
Curitiba

e a leoa
a leoa ama
a leoa clama
na cama a leoa
a leoa em chamas
chama a leoa
que a leoa inflama
e voraz captura
seu rapto é manso
e não há locomoção
é rapto rápido
de uma outra dimensão
rapto lépido
próprio do leão
gesto transparente
invisível ao som
e ao não
à presa em coma
a leoa exclama:
coma a leoa!
leoa boa e profana

leoa humana
depois de se atirar
todo grito é vão
quasares múltiplos
quase aos milhares
feito fossem grãos