domingo, 30 de agosto de 2009

Peru: um interlúdio

Ano novo em Cuzco. Natal em Petrópolis. Pesadelo na Ilha do grande lago alto, o titikaka. E a primeira lua cheia do ano na Ilha do Sol. Êxtase. Macchu Picchu me puxou, pela Kaká. Descobri que viajar de mochila nas costas é uma riqueza sem fim. E quantas outras coisas descobri. Os Apus, as montanhas imensas. Entidades. As folhas de coca, no chá, no chocolate, no pano do Puma o índio leitor de planta. Era só assoprar. "Fabiana, és um beija-flor!". Encantos em Lima. Sorte a Kamille conhecer a Dani que conhecia o Coche que nos levou pra passear pelos lugares mais legais da cidade capital litorânea. O ceviche do mercado. Ummmmm...

E aquela umidade chuviscosa que refrescava a gente andando debaixo de um intenso calor. Depois veio Paracas. As Ilhas Ballestras tão bem povoada só por focas e leões marinhos.

Estrangeiros por toda parte. E os 20 dólares perdidos. Depois veio Ica, e o deserto alucinante. Por cinco minutos, depois de esquiar na areia montanhosa, fiquei absolutamente só.
Se o buggy não voltasse eu ficava lá e morria. Mas acho que até morria bem. Lá no meio, - mais pra beira na verdade - um oásis e uma piscina gosmenta que a gente entrou sem titubear.
Éramos crianças sem pais pra viagiar! Isso sem falar nas bodegas. Disso Nem vou comentar...
E aí 16 ou 18 horas num ônibus que fazia curvas sem parar. Kamille passando mal já se acertando com a altitude do lugar. E que lugar vou dizer. Já na estrada, - rapaz, vou te contar. Vai um dia e presta atenção. Cada ônibus uma experiência ímpar. E a paisagem que eu nem sabia pra que lado olhar. Com sorte a gente foi fondo, conforme a conjugação inventada por Garrincha. Chegamos no 2.700 metros de altitude de Cuzco, acabadas. Mas tudo acabava de começar.


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