terça-feira, 25 de agosto de 2009

Poema Financeiro


O importante é que deu tudo certo. A mala foi recuperada mais rápido do que o previsto. Viagens, imagens, paisagens, pastagens... e a postagem do poema desse período, ainda em 2008.

A crise financeira

Os governos

O congresso

A crise econômica

Grita socorro!

E leva um pacote

Plano que precisa ser aprovado

Só Deus

Os pregões

Jesus!

Nova York

A compra a venda o comprador

Ações paradas

O PIB desce

Bolsa em queda

Cai a moeda

Índices recuam

E fecham

Terror

Economia global

Frio econômico

Hong Kong

Injeção de dinheiro

Londres

Acordos

A corda no pescoço

Bancos laterais

Problemas de liquidez

Estados Unidos

Estão em baixa

Por isso que a paixão não é boa

Ela te deixa em queda pela pessoa

E melhor que as ações são as operações

Giro de milhões de abstrações

E daqui a pouco

Mais notícias

(ou más notícias?)

E os ricos correm mais riscos

Pego

Vendo

Faço rotação

Clientes perdem dentes

Sentem no coração

O endividamento do sistema

A mesma base

Padrão

Euforia que passa do razoável

Agentes externos

Tira a vasilha de ponche!

Os custos das especulações

Agressividade bancária

Doença da globalização

Dá remédio

E o mercado se acalma

Uma dinâmica

Not enough

Or to late

Setores

Doentes mentais

Desconfiança generalizada

Contra a favor ou não sabiam

É grave

Já pensou se uma nação inteira fica pobre?

Como é que fica o Brasil?

Cresce feito pé de feijão

E planta e colhe

Cana, soja e muito algodão

Que é exportado para o Japão

Mas ninguém escapa das crises

Sem crédito

Tudo pára

País baseado em commodities

Conseqüências

Cidadãos vivem dos grãos

Pela estrada muito caminhão

E na praça

Ainda há ciganas que lêem mãos

Preste atenção

Há muitos pastos

E muitos gastos

Salário e calcário

Barbas de molho

E de longe

Tudo não passa de um planeta

Que gira no giro das bolsas

E no giro do universo

O negro na casa branca

**

Na casa branca o incêndio

No incêndio o resgate

No resgate as ameaças

Nas ameaças os efeitos

Nos efeitos os créditos

Nos créditos os detalhes

Nos detalhes os defeitos

Nos defeitos as perdas

Nas perdas as operações

Nas operações as perspectivas

Nas perspectivas a discussão

Nas discussões o desempenho

No desempenho os afetos

Nos afetos as dificuldades

Nas dificuldades as incertezas

Nas incertezas a flexibilidade

Na flexibilidade a rapidez

Na rapidez a aceleração

Nas acelerações os projetos

Nos projetos as fundações

Nas fundações os barris

Nos barris os dólares

Nos dólares os investimentos

Nos investimentos as tendências

Nas tendências as desvalorizações

Nas desvalorizações os pontos

Nos pontos os contratos

Nos contratos os juros

Nos juros os leilões

Nos leilões o termômetro

No termômetro os graus

Nos graus a temperatura

Na temperatura a fraude

Na fraude as provas

Nas provas e demolição

Na demolição o recomeço

No recomeço a campanha

Na campanha os líderes

Nos líderes mais controle

Nos controles as reclamações

Nas reclamações as oposições

Nas oposições as mortes

Nas mortes os sinais de tortura

Na tortura a história

Na história a humanidade

Na humanidade a pessoa física

Na pessoa física a ilusão

Na ilusão os bens

Nos bens o lixo

No lixo a poluição

Na poluição a culpa

Na culpa o perdão

No perdão as letras

Nas letras uma canção

Na canção a vida

A vida do cidadão

**

Salvamento feito de papel podre

Eleições e opiniões

Luta pela sobrevivência

Acúmulo de capital

O capital é o chefe

Estável é a instabilidade

Vida americana em declínio

O poder que sai caro

Repete-se o mil novecentos e sete

Fiscalização é a pedra

Impactos das invenções

Mecanismos artificiais

Inadimplências esplêndidas

E o Obama hoje ganharia

(e ganhou!)

Tem democrata faturando

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