segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tocantins


Pela primeira vez, o norte. O muito quente. O pobre.

O trabalho foi em Alvorada. E em Peixe. Desde Palmas muitos quilômetros. Madruguei. Acho que foi por essa fase que descobri a delícia que é estar acordada pra assistir a alvorada. O som, a cor, o cheiro, a estrada. Tudo nessa hora é outra nota. Sinfonia.


Aí nesse esquinão foi onde jantei. O hotel é só reparar ali o branco do outro lado da rua. O melhor da cidade. O dono um sanfoneiro dos bons. Nos deu um disco incrível que viemos ouvindo no carro. Motorista caladão. Quando abriu a boca foi pra perguntar se queríamos (neste trecho tinha uma colega de trabalho comigo) comer bolinhos e tomar uma café em Natividade. Claro!



E foi assim, sem saber que eu ia eu fui. E quando vi eu já tava. Cinema vivo. Pura poesia.




O casarão. Os bolinhos. Naninha. Seu Dózin. Quantos anos na lida. Gatos e muito mato. Pequi, jatobá e manga. Tradição. Povo brando. Brasileiros.


Ruínas do povo escravo. Antigo. Vivido ali. Natividade parece que nunca foi dia.



Carecesse, eu voltava lá.






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