Beijo e amasso meus gatos. Eles são tão fofos e tão gordos e tão meigos e tão puros e tão protegidos que me comovem. Têm cheiro de talco. Está frio. Abraço minha mãe. Danço ao som da música francesa, música de festa de fadas. Tomo um banho enquanto lembro da gaúcha que voltava do sítio na bahia, e que sentou ao meu lado, no avião. Sem falar no Roberto, de quem me lembro agora. taxista natalense trabalhador brasileiro cheio de boas histórias para contar, com sotaque e trejeito que só os nordestinos têm. Foi pena eu ter esquecido do Rogério artesão do calçadão em Ponta Negra. Eu ia mesmo comprar umas tornozeleiras dele. E as castanhas que ganhei do Raimundo, de Teresina, com quem, aliás, não me entendi muito bem. Comprei doce de buriti, antes de ter conhecido as casas pobres nas margens do Parnaíba, com seus moradores sentados do lado de fora. Não consegui entender muito bem a lenda do cabeça de cuia, mas é uma coisa horrível. Em Natal, babaçus e carnaubeiras por toda parte. E o pico do cabugi, o maior do Rio Grande do Norte!

Meses depois estive novamente com o Roberto, o Seu Elvis e o Rogério. Conheci o Eric, também artesão. Foi na ida à Goianinha, pro lado da praia da Pipa, oposto ao passeio de buggy que fiz na primeira ocasião.
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