terça-feira, 15 de setembro de 2009

Espírito Santo

Parece até que foi sonho, não fosse meu telefone móvel, que vai comigo pra lá e pra cá e, a quem devo as imagens que consegui captar. Colocar aqui não consigo. Já conectei o cabo do telefone ao computador e de cabo a rabo já li o manual. Instalei programa que vem junto e tentei tudo de novo. Um dia consigo e coloco umas fotos aqui. Ou não. Vai só texto então.

Essa viagem, quando eu fui era inverno aqui. Foi em junho. Lá, era uma brisa de mar, vento morno pro frio. Um refrescar. Essa viagem merecia o Guimarães contar. Nem precisava imagem pra estragar.

Comecei chegando em Vitória e daí pro sul. Direto pra Cachoeiro (cidade natal do Rubem Braga). De lá segui pra Mimoso do Sul. Um mimo de cidade. Uma estrada feita pra contemplar. Muqui foi uma cidade mínima por onde passei, no caminho. Parecia um sonhar. Pela estrada muito céu azul na alvorada e no crepúsculo. Muito rio, mato, montanha... Deu vontade de escalar.

Fui deixada pra dormir em Guarapari, praia dos namorados e, como nada é coincidência, eu estava mesmo apaixonada, e de tão agradecida, fui cantar pra iemanjá. Pisando na areia curativa de lá minha prece foi ouvida, pela senhora das águas, que secou meu pranto e molhou minha mágoa.

Então fui trabalhar em Alfredo Chaves; fiquei em Colatina e fui trabalhar em Itaguaçu; fiquei em Montanha e fui trabalhar em Mucurici; as duas últimas cidades já na divisa com a Bahia. Voltei pra Vitória pra dormir em Vila Velha, cansada dos 1700 kilômetros rodados e estourando de felicidade e amor, pelo amor e pela humanidade. Tanta beleza deixou boba, fiquei sonhando devaneios. Quem sabe morar no convento que fica no alto do grande morro.



e o despertar acontece nos sonhos

eu carregava uma menina no colo

sem esforço

numa subida

era fácil e aconchegante ela no meu colo

e ela não era um bebê

era uma menina

E essa menina era eu


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